Alfie Allen fala sobre seu novo papel em “Garota Sequestrada”
O ator Alfie Allen, conhecido por sua atuação como Theon Greyjoy em “Game of Thrones”, revelou suas preocupações ao interpretar Rick Hansen na nova minissérie “Garota Sequestrada”. Na trama, Hansen é um professor de ensino médio querido pela comunidade no interior do Reino Unido, mas que esconde um lado sombrio: ele é sequestrador e abusador de adolescentes. A história inclui Lily Riser, personagem vivida por Tallulah Riley, que é irmã gêmea da aluna favorita de Hansen.
Allen expressou sua apreensão sobre como a série abordaria temas delicados. Em entrevista, ele destacou que a narrativa foi bem conduzida ao focar na perspectiva das vítimas, em vez de centrar a atenção no agressor. “Foi uma sorte ter todas as mulheres envolvidas na produção. É uma história angustiante, mas também mostra a força da família Riser em se recuperar”, afirmou.
Durante a entrevista, Allen e sua colega de elenco, Jill Halfpenny, que interpreta Eve, a matriarca da família, discutiram momentos intensos da minissérie, além de revelarem detalhes dos bastidores e a importância de retratar esses temas de maneira responsável.
Allen falou sobre a dualidade de seu personagem, que possui uma face amigável como professor, mas revela uma personalidade ameaçadora em sua vida secreta. Ele comentou que se sentiu guiado pela diretora Laura Way na construção dessa dualidade, o que permitiu que sua atuação fosse mais dinâmica. Além disso, ele se aprofundou no livro que inspirou a série, que o ajudou a entender melhor a psicologia do personagem.
A série também apresenta cenas impactantes, como aquela em que Hansen muda de comportamento ao entrar em um cativeiro. Allen explicou que passou tempo nesse ambiente antes das gravações para sentir a mudança de atmosfera, vital para dar autenticidade à sua interpretação.
Halfpenny, por sua vez, refletiu sobre o papel de Eve, que enfrenta o pior pesadelo que um pai poderia imaginar. Como mãe, ela disse que se conectou com a personagem em um nível emocional profundo, tornando a interpretação mais autêntica.
Sobre a narrativa focar nas vítimas ao invés do agressor, Allen ressaltou que essa abordagem deixa claro o sofrimento das pessoas afetadas e oferece um clímax emocional ao longo da série. Halfpenny complementou que mulheres tendem a se interessar por histórias sobre mulheres em situações de perigo, pois isso leva a reflexões sobre prevenção e autoproteção.
A produção diagrama um delicado equilíbrio entre mostrar a gravidade da situação sem ser exploradora. Tanto Allen quanto Halfpenny concordaram que a autenticidade e o respeito às experiências das vítimas são fundamentais para que a história seja contada de forma sensível.
Com a estreia da minissérie, a expectativa é que “Garota Sequestrada” não apenas entretenha, mas também provoque discussão sobre temas importantes. Allen e Halfpenny expressaram gratidão pela oportunidade de atuar em uma produção tão significativa e esperam que o público receba a mensagem da obra de forma positiva.
