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Brigitte Bardot: trajetória breve e marcante no cinema

Equipe de Redação
Equipe de Redação EM 28 DE DEZEMBRO DE 2025, ÀS 12:40
Brigitte Bardot: trajetória breve e marcante no cinema
Brigitte Bardot: trajetória breve e marcante no cinema

A atriz e cantora Brigitte Bardot, uma das figuras mais icônicas da história do cinema, faleceu no último sábado (28). Bardot é lembrada por ter transformado a imagem da mulher no cinema a partir da década de 1950, tornando-se um símbolo de liberdade e sensualidade. Sua carreira ultrapassou as fronteiras do cinema francês, ajudando a moldar a ideia de uma estrela internacional, conhecida tanto por sua popularidade quanto por ser uma figura transgressora.

Embora tenha atuado em um número relativamente pequeno de filmes — ela se afastou das telas no início dos anos 1970 — o impacto de Bardot na cultura e no cinema foi imenso. Ela trabalhou com diretores renomados e interpretou personagens memoráveis que deixaram uma marca duradoura. A seguir, uma seleção dos principais filmes que ajudaram a consolidar sua carreira.

### “E Deus criou a mulher” (1956), de Roger Vadim
Esse filme foi fundamental para transformar Brigitte Bardot em um ícone. Nele, a atriz interpreta Juliette, uma jovem sensual e rebelde que desafia os costumes da época. A obra foi pioneira em explorar o erotismo no cinema europeu e catapultou Bardot para a fama internacional.

### “Os amantes” (1958), de Louis Malle
Nesse drama mais psicológico, Bardot dá vida a uma mulher insatisfeita em um casamento infeliz, que agora busca seu próprio desejo e liberdade. Este filme ajudou a ampliar sua imagem, mostrando que sua atuação ia além do estereótipo de sex symbol.

### “A verdade” (1960), de Henri-Georges Clouzot
Neste longa, Bardot é uma jovem acusada de assassinato. Sua atuação intensa e dramática neste filme a destacou como uma atriz talentosa, recebendo aplausos da crítica pela profundidade de sua performance.

### “O desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard
Considerado um clássico da Nouvelle Vague, este filme apresenta Bardot como Camille, uma mulher que se distancía emocionalmente de seu esposo. É notável não só pela atuação melancólica de Bardot, mas também pela exploração do próprio cinema.

### “Viva Maria!” (1965), de Louis Malle
Neste filme, Bardot atua ao lado de Jeanne Moreau em uma comédia de aventura ambientada em uma revolução latino-americana fictícia. Essa produção combinou humor e crítica política, evidenciando as habilidades de Bardot em papéis mais leves e engraçados.

### “As Petrolinas” (1971), de Christian-Jaque
Este foi um dos últimos trabalhos de Bardot no cinema, apresentando um tom satírico e de aventura. Após essa atuação, a atriz decidiu se afastar definitivamente das telas para se dedicar à defesa dos direitos dos animais, uma causa que sempre foi importante para ela.

Brigitte Bardot deixou um legado que perdura, influenciando não apenas o cinema, mas também a forma como a mulher é representada nas artes. Seu olhar inovador e ousado continua a inspirar talentos ao redor do mundo.

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