segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
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Chega à Netflix filme bizarro e doce que surpreende espectadores

Equipe de Redação
Equipe de Redação EM 3 DE DEZEMBRO DE 2025, ÀS 10:39
Chega à Netflix filme bizarro e doce que surpreende espectadores
Chega à Netflix filme bizarro e doce que surpreende espectadores

Filme “Lisa Frankenstein” Explora Relações Estranhas com Humor e Romantismo

“Liza Frankenstein” é uma comédia que se passa em 1989 e traz à tona uma história peculiar, centrada em uma adolescente chamada Lisa, interpretada por Kathryn Newton. Lisa é uma jovem que se sente deslocada e mantém uma obsessão por um garoto que nunca conheceu. Ela visita o túmulo dele regularmente, o que revela seu caráter excêntrico e mórbido.

A trama dá uma reviravolta quando uma tempestade faz o corpo do garoto, interpretado por Cole Sprouse, retornar à vida. Apesar de não falar, ele cria uma conexão especial com Lisa, estabelecendo uma amizade que mistura inocência e um toque de perversidade. À medida que a história avança, momentos de violência e caos se intensificam, embora suavizados pela censura. O enredo destaca situações, como membros decepados e pequenas tragédias cotidianas, que são tratadas de forma quase normal.

A química entre a protagonista e o morto-vivo é um dos pontos fortes do filme. Kathryn Newton traz uma performance que equilibra fragilidade e crueldade, enquanto Cole Sprouse, em sua atuação silenciosa, transmite uma presença impressionante, variando entre curiosidade e momentos de brutalidade acidental. Essa dinâmica poderia ser muito impactante, mas o filme parece conter esses excessos, deixando o público com uma vontade de mais.

Outro destaque da produção é a madrasta de Lisa, interpretada por Carla Gugino. Ela acrescenta uma camada de humor ácido à narrativa, criando uma relação tirânica que evolui para um desfecho que proporciona alívio cômico. No entanto, há uma sensação de que a narrativa poderia explorar mais profundamente essa relação abusiva.

Visualmente, o filme é impressionante, com um estilo baseado nas revistas juvenis dos anos 80, trazendo uma estética vibrante e convidativa. A trilha sonora e as referências à moda da época enriquecem o cenário e reforçam o tom leve e divertido que a produção busca transmitir. Contudo, algumas piadas visuais, como a transformação do cadáver ao longo do filme, poderiam ter sido mais ousadas.

O que realmente distingue “Lisa Frankenstein” é sua capacidade de incorporar uma sensibilidade romântica, mesmo quando isso envolve o grotesco. A relação entre Lisa e o garoto ressuscitado revela momentos de ternura inesperados e traz à tona a busca adolescente por aceitação, mesmo nas partes mais sombrias de suas vidas.

No final, o filme parece se preparar para um clímax explosivo, mas opta por um encerramento mais controlado, que deixa o espectador com um sentimento de inquietação. A mensagem final sugere que o tempo não resolve feridas, mas apenas as reorganiza, fazendo com que lidemos com elas.

Em suma, “Lisa Frankenstein” é uma obra que, mesmo com suas limitações, traz um charme único. A produção mistura humor negro, romance disfuncional e uma pitada de nostalgia, convidando o público a rir do estranho e a refletir sobre a natureza da vida e das relações humanas.

Equipe de Redação
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