domingo, 30 de novembro de 2025
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Cineastas independentes retratam Itaquaquecetuba no cinema

Equipe de Redação
Equipe de Redação EM 27 DE NOVEMBRO DE 2025, ÀS 00:45
Cineastas independentes retratam Itaquaquecetuba no cinema
Cineastas independentes retratam Itaquaquecetuba no cinema

Em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, um grupo de jovens cineastas decidiu contar suas histórias por meio do curta-metragem intitulado ‘Arandu’. O filme retrata o cotidiano nas ruas da cidade, utilizando essa jornada como metáfora para explorar os sentimentos, desafios e potencialidades de uma juventude que vive em um cenário de desigualdade e invisibilidade social.

A trama segue a vida de Naldinho, um jovem que percorre as ruas da cidade e reflete sobre os desafios de ser jovem e periférico em um ambiente onde as oportunidades são limitadas. O filme aborda temas tais como luto, rejeição e incertezas quanto ao futuro, mas também celebra o orgulho e a resiliência daqueles que escolhem lutar no seu próprio território e ver possibilidades onde muitos enxergam obstáculos.

A diretora Vitoria Rocha destaca a importância de dar voz aos moradores da periferia e mostrar uma nova perspectiva. “A periferia é frequentemente retratada de forma estereotipada. Nós queremos mudar isso e mostrar como é crescer aqui, nossos sonhos e as dificuldades que enfrentamos diariamente”, afirma.

O curta não é apenas uma obra cinematográfica, mas também uma expressão pessoal de Vitoria, que vive em Itaquaquecetuba desde a infância. Com um olhar sensível, ela observou o cotidiano, os silêncios e as ausências que moldaram sua vivência. Atualmente estudante na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Vitoria usa sua experiência para criar um filme que reflete suas memórias e sentimentos sobre o lugar que chama de lar. “Cada esquina daqui traz recordações e significa parte de quem sou. O filme é a expressão dessa conexão com o território, que não é apenas um cenário, mas uma extensão de nós mesmos”, explica a diretora.

Além de seu valor artístico, a escolha de filmar em locais reais de Itaquaquecetuba torna Arandu uma manifestação política e poética. Vitoria acredita que o projeto representa uma afirmação coletiva, onde o cinema se torna uma parte essencial da vida e identidade de quem o produz e assiste. “O nosso filme vai além da tela; é um reflexo da nossa vivência e dos caminhos que estamos traçando juntos”, conclui.

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