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O último azul chega à Netflix após sucesso nos cinemas

Filme “O Último Azul” chega à Netflix após sucesso nos cinemas

A Netflix adiciona ao seu catálogo, nesta terça-feira (20), o filme brasileiro “O Último Azul”, que teve uma reception positiva nas telonas, desmentindo a ideia de que as produções nacionais não atraem público. O filme, que foi gravado na Amazônia, é dirigido por Gabriel Mascaro e tem como protagonistas Denise Weinberg, Rodrigo Santoro e Adanilo.

Durante sua exibição em Porto Alegre, “O Último Azul” ficou em cartaz por 12 semanas na Cinemateca Paulo Amorim, alcançando 2,5 mil ingressos vendidos. Esse desempenho igualou o recorde de “Flow: À Deriva”, uma animação da Letônia que ganhou o Oscar. O filme letão terminou com 3.225 espectadores, tornando-se o mais visto no local.

A permanência do filme nas salas de cinema é um fenômeno cada vez mais raro, sendo mais comum em superproduções de Hollywood. Em contrastes, títulos como “Divertida Mente 2”, que esteve em cartaz por quase cem dias, mostram como a popularidade dos filmes pode variar.

Prêmios e Destaque Internacional

“O Último Azul” se destacou internacionalmente ao ganhar o Urso de Prata no Festival de Berlim, sendo um dos três filmes brasileiros que brilharam no cenário mundial em menos de nove meses. Outros títulos notáveis desse período incluem “Ainda Estou Aqui”, que ganhou o Oscar internacional e o Globo de Ouro, e “O Agente Secreto”, que levou dois prêmios em Cannes.

Sinopse do Filme

“O Último Azul” é o oitavo longa-metragem de Gabriel Mascaro, conhecido por obras como “Boi Neon” e “Divino Amor”. O filme aborda questões relevantes como o envelhecimento da população e o preconceito contra os mais velhos, ligando-se à narrativa de um filme japonês chamado “Plano 75”, no qual há uma proposta de eutanásia para os idosos.

Na trama, o governo brasileiro decreta que cidadãos com 75 anos ou mais devem se mudar para colônias habitacionais, com a justificativa de aliviar as famílias do “fardo” de cuidar de idosos. A protagonista, Tereza, interpretada por Denise Weinberg, tem 77 anos e se recusa a cumprir a ordem de mudança.

A jornada de Tereza

O enredo se desenvolve quando Tereza, ainda cheia de vida e sonhos, se vê forçada a deixar seu trabalho em uma indústria na Amazônia. Em meio à sua resistência, ela embarca em uma jornada pelos rios da região, onde encontra personagens que a ajudam em sua busca por liberdade e autodescoberta.

A cinematografia de Guillermo Garza, a edição de Omar Guzmán e Sebastián Sepúlveda, e a trilha sonora hipnótica de Memo Guerra contribuem para a atmosfera do filme, que é descrito como um “filme de estrada na água”.

Gabriel Mascaro destaca que a história mostra que “nunca é tarde para encontrar um sentido na vida”, desafiando a forma como o envelhecimento é retratado na maioria das produções. O filme é um convite à reflexão, mostrando a beleza do envelhecer e a vontade de viver plenamente, independentemente da idade.

Portanto, “O Último Azul” se coloca como uma experiência cinematográfica que combina estética e discussões sociais relevantes, tornando-se uma obra imperdível para os amantes do cinema.

Sobre o autor: Equipe de Redação

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