O Fascínio de Dungeons and Dragons: Como o Jogo de RPG Ganhou Novos Fãs
A animação “Caverna do Dragão”, que fez muito sucesso nos anos 1980, adaptação de um famoso jogo de RPG chamado “Dungeons and Dragons” (D&D), faz parte da memória de muitos. Criado em 1974, esse jogo de tabuleiro não só conquistou o público, mas também apareceu em várias produções culturais, incluindo programas como “Big Bang Theory” e “Community”, além de influenciar videogames como “Baldur’s Gate” e “The Witcher”.
Atualmente, D&D vive um novo auge, especialmente por conta da série “Stranger Things”, exibida na Netflix. A série não apenas menciona o jogo, mas é estruturada em cima de uma campanha de RPG. No primeiro episódio, os personagens se reúnem para jogar e várias criaturas, como o Demogorgon e o Devorador de Mentes, pertencem ao universo do jogo.
Esse sucesso da série trouxe uma nova audiência ao RPG e revitalizou o mercado. De acordo com Ade Ferrari, diretor de Marketing da Asmodee, empresa que distribui D&D no país, “Stranger Things” introduziu o jogo a um público que talvez nunca tivesse ouvido falar dele antes. Segundo ele, essa reaproximação irá ressoar na cultura por muito tempo.
Hoje, o jogo conta com mais de 50 milhões de jogadores em todo o mundo, movimentando anualmente bilhões de dólares. Entretanto, a trajetória do D&D não foi sempre fácil. Nas décadas de 1980 e 1990, o jogo enfrentou uma forte resistência de grupos conservadores, que acusavam D&D de promover o ocultismo. Essa pressão levou a editora a mudar nomes de criaturas e eliminar referências a demônios para evitar boicotes.
Recentemente, a situação se alterou. O jogo encontrou novos fãs por meio de “actual plays”, que são transmissões ao vivo de campanhas de RPG. Um exemplo notável é o canal Critical Role, onde dubladores profissionais jogam D&D. O canal cresceu tanto que se transformou em uma série animada disponível no Amazon Prime e já acumulou centenas de milhões de visualizações.
Ao contrário de jogos como War ou Banco Imobiliário, onde há um vencedor, Dungeons and Dragons se distingue por sua abordagem colaborativa. O objetivo é contar uma história em grupo, fundamentada em três pilares: interação social, exploração do mundo e combate.
Para entender melhor essa experiência, uma reportagem recente participou de uma sessão de D&D. O jogo é conduzido por um Dungeon Master, que narra a história e interpreta os vilões. No caso da reportagem, o advogado George Bonfim assumiu essa função, criando um ambiente imersivo com trilhas sonoras. Os jogadores, por sua vez, interpretaram personagens de fantasia e se uniram em missão.
Para aqueles que se interessarem em conhecer mais sobre essa experiência, há uma reportagem detalhada disponível, repleta de sonorização, personagens e bastidores divertidos.