O ator paraense Phellipe Marques, que reside no Rio de Janeiro há sete anos, vive um momento importante em sua carreira. Em 2024, ele foi escolhido para fazer parte do elenco de apoio de “Man on Fire”, uma nova série internacional da Netflix. Essa produção é baseada no livro de A.J. Quinnell, que também inspirou o filme “Chamas da Vingança”, com Denzel Washington, lançado em 2004. O projeto está atualmente em fase de pós-produção e tem estreia prevista para 2026.
Phellipe começou sua trajetória artística em Belém, no período de 2011 a 2012, no SESI, sob a direção de Fernando Matos, um profissional renomado na área. Foi nesse ambiente que ele desenvolveu sua técnica de atuação, disciplina e encontrou sua identidade artística. Ele se tornou membro do Grupo Encenação, uma companhia de teatro que considera fundamental para sua formação até hoje, mesmo com a distância física. Além disso, Phellipe teve a oportunidade de ser mentorado pelo ator Francisco Carvalho, uma figura importante da dramaturgia nordestina, e estudou com a preparadora Fátima Toledo, conhecida mundialmente por seu método de imersão emocional.
No palco, Phellipe se destacou em diversos gêneros, incluindo drama, comédia e teatro infantil. Durante quase dez anos, ele interpretou Eduardo Angelim na peça “Cabanos, Uma Viagem no Tempo”, uma das produções regionais mais aclamadas da última década.
Em 2019, ele decidiu reiniciar sua carreira no Rio de Janeiro e conciliou a atuação com o trabalho como motorista de aplicativo. No entanto, a pandemia interrompeu ensaios, gravações e apresentações, afastando-o da arte por dois anos, mas não desmotivando seu desejo de seguir em frente.
A confirmação de seu talento e dedicação chegou quando ele foi selecionado para “Man on Fire”. Phellipe passou dez dias no México para as gravações, onde ficou hospedado em um hotel de alto padrão. Durante esse período, participou de testes de figurino e maquiagem, além de realizar intensas filmagens. Para ele, essa experiência representa a validação de anos de esforço e aprendizado.
Agora, com um currículo enriquecido por essa experiência internacional, Phellipe almeja novas oportunidades tanto no audiovisual brasileiro quanto em produções estrangeiras. Ele mantém viva a lembrança de suas origens e das influências que moldaram sua carreira, desde Fernando Matos e o Grupo Encenação até os desafios que enfrentou ao longo do caminho.