quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
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Netflix encerra série militar gay Boots após críticas

Equipe de Redação
Equipe de Redação EM 16 DE DEZEMBRO DE 2025, ÀS 18:10
Netflix encerra série militar gay Boots após críticas
Netflix encerra série militar gay Boots após críticas

A Netflix anunciou que não produzirá uma segunda temporada de “Boots”, uma comédia dramática gay ambientada no universo militar dos Estados Unidos. A série, que estreou há pouco mais de dois meses, foi composta por oito episódios e teve uma recepção positiva da crítica, sendo considerada uma das melhores do ano. No entanto, também enfrentou críticas severas, especialmente do Departamento de Defesa dos EUA, que a classificou como “lixo woke”.

Embora “Boots” tenha alcançado 90% de aprovação no Rotten Tomatoes e apresentado um desempenho sólido nas audiências, a decisão de não renová-la partiu dos altos executivos da Netflix. Internamente, havia pessoas que apoiavam a série e, antes do cancelamento, a plataforma tinha iniciado negociações com a Sony Pictures Television, estúdio responsável pela produção, na esperança de fazer uma nova temporada. Em agosto, a Sony havia inclusive renovado os contratos de muitos dos atores principais para aumentar as chances de continuidade do projeto.

Contudo, as políticas de direitos de exibição da Netflix dificultam que a Sony possa oferecer a produção em outras plataformas, tornando o cancelamento definitivo.

A trama de “Boots” segue a vida de um jovem gay durante seu treinamento no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA na década de 1990. A história é baseada em experiências reais e retrata uma jornada de amadurecimento em um ambiente inesperado.

O Pentágono também se manifestou a respeito da série e expressou sua insatisfação. Kingsley Wilson, secretário de imprensa do Departamento de Defesa, destacou que a comédia não condizia com os valores das Forças Armadas sob a gestão anterior. Ele acrescentou que os padrões do exército são neutros em relação a gênero e enfatizou que a diferenciação de peso não leva em conta se a pessoa é homem, mulher, gay ou heterossexual. O porta-voz ainda acusou a Netflix de promover uma “agenda ideológica” e de produzir conteúdo inadequado para o público, incluindo os jovens.

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