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Blake Lively mantém briga judicial contra Justin Baldoni

Blake Lively mantém briga judicial contra Justin Baldoni

Apesar do recente acordo para o encerramento das batalhas judiciais entre a atriz Blake Lively e a Wayfarer Studios, empresa de Justin Baldoni, o embate entre os astros de ‘É Assim que Acaba’ (2024) ainda está longe de um desfecho definitivo. A disputa continua através de um pedido de honorários advocatícios relacionado a um processo de difamação movido por Baldoni contra a atriz, que acabou não prosperando.

Conforme reportado pela Variety, a advogada de Lively, Sigrid McCawley, afirmou nesta quinta-feira que o processo representa uma oportunidade para a atriz defender indivíduos que enfrentam retaliações judiciais ao denunciarem abusos. “Isso permite que ela ajude a abrir caminho aqui”, declarou McCawley. “Este é realmente um espaço em que ela conseguiu fazer um grande bem para sobreviventes, e ela quer continuar esse trabalho. Isso significa muito mais para ela”.

Lively apresentou a moção em setembro passado com base em uma legislação da Califórnia, aprovada em 2023, que visa proteger vítimas de abuso contra processos de difamação utilizados como ferramenta de intimidação. Este era o último ponto pendente após o acordo firmado entre as partes.

Lively acusou Baldoni, seu colega de elenco e diretor do longa, de assédio sexual durante as filmagens, alegando ter sofrido represálias por meio de uma campanha digital de difamação após reportar o comportamento. Recentemente, o juiz Lewis Liman rejeitou 10 das 13 acusações feitas pela atriz. Para evitar que as alegações restantes fossem a julgamento federal, ambas as partes divulgaram um comunicado conjunto.

“Reconhecemos que o processo apresentou desafios e entendemos que as preocupações levantadas pela Sra. Lively mereciam ser ouvidas”, afirmaram as partes no documento. “Continuamos comprometidos com ambientes de trabalho livres de impropriedades e de ambientes improdutivos. Esperamos sinceramente que isso traga encerramento e permita que todos os envolvidos sigam em frente de maneira construtiva e em paz”, diz o comunicado.

Apesar do tom conciliador do documento, os bastidores permanecem acirrados. Enquanto a equipe de Baldoni, liderada pelo advogado Bryan Freedman, descreve o encerramento como uma vitória para o ator, os representantes de Lively classificam o acordo como uma “vitória retumbante”. “É uma vitória significativa nesse sentido”, afirmou McCawley. “Isso a coloca em uma posição em que ela pode continuar fazendo o que tentava fazer, que é expor a conduta retaliatória significativa dessas partes.”

Por outro lado, Freedman contestou a interpretação, ressaltando a rejeição das principais queixas da atriz: “Esse caso começou com ela buscando US$ 300 milhões e acusando Justin Baldoni e Jamie Heath de assédio sexual. Em 2 de abril, isso acabou… Foi aí que a vitória aconteceu. Não sei exatamente o que ainda estamos discutindo neste momento”.

A defesa de Lively sustenta que já comprovou os elementos necessários para solicitar indenização com base na lei Protecting Survivors from Weaponized Defamation Lawsuits Act. A equipe da atriz argumenta que, ao assinar o comunicado afirmando que as queixas “mereciam ser ouvidas”, Baldoni teria admitido a existência de uma base razoável para as denúncias.

Os advogados de Baldoni, contudo, alegam que a lei californiana não se aplica ao caso, uma vez que os fatos ocorreram em Nova York e Nova Jersey. A equipe de Lively rebate, citando que a denúncia original foi registrada no Departamento de Direitos Civis da Califórnia. Lively também estaria apoiando o projeto de lei Speak Your Truth Act, em tramitação em Nova York, que espelha a proteção californiana.

Novos documentos devem ser apresentados nos próximos dias. Caso o juiz Liman considere necessário, uma audiência poderá ser convocada para determinar danos e honorários, ocasião em que Blake Lively poderia ser chamada a depor formalmente. “Isso foi algo horrível pelo qual ela precisou passar, e ela foi muito corajosa. De muitas formas, isso é a cereja do bolo”, concluiu McCawley. Freedman, por sua vez, minimizou a possibilidade: “Minha suposição é que o juiz Liman tenha assuntos muito mais importantes em pauta do que realizar uma audiência para decidir se alguém receberá honorários ou não”.

Sobre o autor: Equipe de Redação

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