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Bruno Gagliasso apresenta ‘Honestino’ no Festival Cinesur

Bruno Gagliasso apresenta 'Honestino' no Festival Cinesur

A segunda noite da 4ª edição do Cinesur – Festival de Cinema Sul-Americano foi marcada pela pré-estreia do documentário “Honestino”, dirigido por Aurélio Michiles. O cineasta e o protagonista Bruno Gagliasso estiveram no Centro de Convenções da cidade de Bonito no último sábado (25) para apresentar a obra ao público. O filme narra a história do desaparecimento de Honestino Guimarães, líder estudantil, ex-presidente da UNE e aluno da UnB.

O longa chega aos cinemas de todo o Brasil em 13 de agosto. A obra apresenta depoimentos de nomes importantes, que se misturam com a atuação de Gagliasso como o militante preso em 1973, aos 26 anos. “Assim como eu tenho vontade de mudar o mundo, o Honestino também tinha. Eu acredito na democracia. Acredito na liberdade”, disse o ator. Ele destacou a importância de conhecer a própria história: “Meu papel como ator é esse. É discutir. É trazer à tona o que de fato aconteceu no nosso país. Tentaram apagar a história desses meninos e não conseguiram. Porque mataram o corpo, mas não mataram o espírito.”

Aurélio Michiles comentou sobre a importância de produções como “Honestino” na preservação da memória. “Quando pensei em fazer um filme sobre o Honestino, quis fazer essa conexão entre o passado e o presente. Como se fosse uma coisa só e não uma nostalgia. Ele está presente. Ele está aqui, agora. O monstro está vivo. E nós precisamos combatê-lo”, afirmou o cineasta. Ele disse que o combate é do cotidiano de todos, incluindo intelectuais, operários, empresários e artistas, para impedir que a barbárie se imponha novamente.

Bruno Gagliasso também comentou sobre a relevância de festivais como o Bonito Cinesur. “Não há nada mais gratificante do que levar o filme a festivais, como o de Bonito, e ver as salas lotadas, com filas de pessoas aguardando para assisti-lo. É o momento que a gente se fala, respira cinema”, disse o ator.

Antes da exibição de “Honestino”, o Bonito Cinesur homenageou o diretor argentino Luis Puenzo, que morreu neste ano aos 80 anos, com o Troféu Pantanal In Memorian. Foi exibida a obra “A História Oficial”, de 1985. A produtora e professora universitária Cecília Diez, compatriota de Puenzo, subiu ao palco para receber o prêmio das mãos do cineasta brasileiro Joel Pizzini. O filme, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, acompanha Alicia, uma professora de História que suspeita que sua filha adotiva seja filha de desaparecidos da ditadura argentina.

O filme foi escrito por Puenzo com Aída Bortnik e lançado em abril de 1985, dezenove dias antes do início do julgamento das juntas militares. A obra narra a apropriação de bebês pelo ponto de vista de quem apropriou sem saber. O festival destacou que a poética de Puenzo é a do confronto ético, filmando a dor, a culpa e a responsabilidade de uma nação para que as gerações futuras não esquecessem.

Sobre o autor: Equipe de Redação

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