Ao estudar a programação da CineOP 2026 antes do festival começar, uma sinopse chamou a atenção. Por sorte, foi um dos primeiros filmes assistidos em Ouro Preto este ano, o curta-metragem de apenas 4 minutos, chamado Ouro de Tolo Remix.
Abrindo a série 1 da Mostra Contemporânea de curtas-metragens, que este ano trouxe um setlist muito inventivo, a obra mineira, dirigida por Gabriel Afonso, é um convite a conhecer, de forma objetiva, um antes e depois e os impactos culturais da relação da cidade de Nova Lima com o ouro.
Sem quase mostrar personagens, apenas ouvindo o que a narrativa tem a dizer de forma inventiva, como se estivesse ouvindo um spot de rádio ou na garupa de um veículo, o filme guia o público para um tour por aquele lugar que carrega marcas do passado, conhecido como a Cidade do Ouro. Esse fato chamou a atenção dos ingleses séculos atrás, que compraram a Mina de Morro Velho, que chegou a ser uma das mais profundas do mundo.
Expondo de forma criativa situações que contornam a história da cidade e chegando rapidamente em críticas sociais importantes, percebe-se uma urgência em abordar a questão da especulação imobiliária, apresentando a falta de compromisso com a função social.
Para tal, adentra uma estrada de um experimento cinematográfico, trazendo o abstrato e aumentando o volume das sensações, um modelo narrativo que se mostra certeiro e envolvente, capaz de fazer com que cada pessoa absorva a história de formas diferentes. A Mostra Contemporânea de curtas-metragens da CineOP 2026 começa com o pé direito.
Outras notícias do cinema
O aguardado reboot de O Exorcista teve seu título oficial divulgado. A Disney alcançou uma marca histórica ao se tornar o primeiro estúdio a ultrapassar US$ 3 bilhões em bilheteria em 2026. A sequência Todo Mundo em Pânico 6 já superou a bilheteria total de Pânico 7. A Warner Bros confirmou uma série animada baseada no seriado clássico dos anos 60 Sombras da Noite. A sequência Five Nights at Freddy’s 3 terá roteirista de It: A Coisa e A Freira.
