A recente descoberta do passaporte de Eliza Samudio em Portugal reacendeu o interesse sobre um dos crimes mais chocantes da história recente do país. Nos últimos anos, várias produções, tanto na televisão quanto em plataformas de streaming, trouxeram à tona diferentes aspectos desse trágico evento, abordando a investigação policial e o julgamento dos envolvidos.
Um dos destaques é o documentário “A Vítima Invisível: O Caso Eliza Samudio”, lançado pela Netflix em 2024. Essa produção investiga a vida de Eliza, utilizando materiais nunca antes divulgados, como gravações de áudio, mensagens de texto e arquivos de seu computador. O documentário examina seu relacionamento com Bruno Fernandes, que na época era goleiro do Flamengo, e analisa os conflitos que levaram ao crime, além do desaparecimento de Eliza.
A narrativa é organizada de forma cronológica, ligando depoimentos, documentos e registros pessoais para retratar os eventos que antecederam o crime e suas consequências. O documentário também reflete sobre como a mídia abordou o caso e a imagem de Eliza na época.
Outra série que explorou este episódio foi “Investigação Criminal”, disponível no Amazon Prime Video e na Apple TV. O programa dedicou um episódio da primeira temporada ao feminicídio de Eliza Samudio, apresentando uma perspectiva técnica sobre o caso. Essa abordagem inclui detalhes sobre a atuação da perícia, as investigações da Polícia Civil e os marcos da apuração, que conseguiu reunir provas, mesmo sem o corpo da vítima.
Adicionalmente, o programa “Linha Direta”, exibido na TV Globo em 2023 após seu retorno, também revisitou o crime. Este episódio utilizou reconstituições dramatizadas e incluiu entrevistas com investigadores e autoridades, abordando desde o desaparecimento de Eliza até o julgamento dos réus. O conteúdo está disponível para visualização no Globoplay.
O crime aconteceu em junho de 2010 e teve como protagonista o goleiro Bruno Fernandes, que foi condenado em 2013 a mais de 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Outros acusados também foram sentenciados. Apesar de os processos judiciais terem terminado, o caso continua a gerar discussões, tanto pela notoriedade das pessoas envolvidas quanto pelas circunstâncias do crime e pela falta do corpo de Eliza.
