domingo, 30 de novembro de 2025
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Filme desmistifica a superioridade do cinema argentino sobre o brasileiro

Equipe de Redação
Equipe de Redação EM 28 DE NOVEMBRO DE 2025, ÀS 01:16
Filme desmistifica a superioridade do cinema argentino sobre o brasileiro
Filme desmistifica a superioridade do cinema argentino sobre o brasileiro

Comédia “Homo Argentum” Chega aos Cinemas Brasileiros

A relação entre Brasil e Argentina pode ser marcada por rivalidades, especialmente no futebol, mas quando o assunto é cinema, os brasileiros têm um grande apreço pelas produções argentinas. Frequentemente, críticos de cinema no Brasil mencionam que os cineastas locais deveriam se inspirar no talento dos vizinhos.

A comédia “Homo Argentum”, que terá três sessões diárias no GNC Moinhos, se apresenta como mais uma prova da qualidade do cinema argentino. Dirigido pela dupla Gastón Duprat e Mariano Cohn, que já acumula sucessos como “O Cidadão Ilustre” e “Concorrência Oficial”, o filme chega ao público brasileiro após ter sido um grande sucesso na Argentina, atraindo mais de 1,7 milhão de espectadores.

O filme é protagonizado por Guillermo Francella, conhecido por seus papéis em “O Segredo dos Seus Olhos” e “O Clã”. Em “Homo Argentum”, ele demonstra sua versatilidade ao interpretar 16 personagens distintos, cada um com suas próprias características e histórias. Essa diversidade é um dos traços marcantes do longa, que agrupa 16 histórias, com algumas vinhetas de apenas um minuto, enquanto outras se estendem até 12 minutos.

O enredo reflete de maneira cômica as contradições e dilemas da sociedade argentina, formando um mosaico sobre a identidade do homem argentino. Os temas abordados vão de questões sociais a comportamentos absurdos, mas nem todas as histórias conseguem atingir o mesmo nível de profundidade ou humor.

O longa é elogiado por sua produção, com destaque para as equipes de maquiagem e figurino, que conseguiram dar vida a esses 16 personagens de maneira eficiente. No entanto, em termos de narrativa, o filme apresenta problemas: apenas três das 16 histórias se destacam, mostrando uma falta de direção e desenvolvimento que prejudica a obra como um todo.

Entre as histórias que se sobressaem estão “Nada Aconteceu Aqui”, “A Namorada do Papai” e “Um Filme Necessário”. A primeira critica a elite insensível da sociedade e a segunda aborda a disputa por uma herança de forma bem humorada. A última ironiza a exploração de causas humanitárias na indústria cinematográfica.

Embora “Homo Argentum” tente equilibrar humor e crítica social, muitos comentários sobre o filme ressaltam a falta de foco em suas ideias, o que pode frustrar o público que busca uma mensagem mais clara ou um humor mais afiado. A comédia se perde em algumas de suas tramas e carece de um desenvolvimento mais robusto, fazendo com que, em alguns momentos, as críticas sociais passassem despercebidas.

A experiência nos cinemas pode ser divertida, mas o filme pode não corresponder às altas expectativas que muitos têm do cinema argentino. Para quem aprecia o estilo e a visão crítica de Duprat e Cohn, a obra pode oferecer momentos de brilho, desde que se esteja preparado para suas falhas.

Equipe de Redação
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