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Hokum: Terror Folclórico com Adam Scott (Ruptura)

Hokum: Terror Folclórico com Adam Scott (Ruptura)

O filme “Hokum: O Pesadelo da Bruxa” chega aos cinemas brasileiros no dia 21 de maio de 2026. A produção é um folkie terror, gênero que usa elementos do folclore local para construir o suspense. Desta vez, a história se passa no interior da Irlanda.

O personagem principal é Ohm Bauman, interpretado por Adam Scott, conhecido pela série “Ruptura”. Ele é um escritor ranzinza e questionador que vai até uma pousada antiga no meio da floresta irlandesa. Seus pais passaram a lua de mel no local, e Ohm quer espalhar as cinzas deles por ali, apesar de seus traumas familiares.

Na pousada, os hóspedes e funcionários não são amigáveis. A única exceção é a recepcionista Fiona, interpretada por Florence Ordesh (de “Fundação”). Ela conta que o lugar é assombrado por uma bruxa antiga. Ohm não dá crédito à história até que algo sinistro acontece no meio da noite, e ele percebe que há forças além da ficção.

O filme foi escrito e dirigido por Damian Mc Carthy, que também fez “Oddity – Objetos Obscuros”. A produção mistura cinema autoral com terror de subgênero, equilibrando um astro internacional com um elenco majoritariamente local. As locações se destacam: a floresta densa e verde e a pousada escura de madeira criam um contraste entre encantamento e mistério.

Porém, o roteiro peca ao não se aprofundar nas origens da bruxa. Para o público leigo, falta uma conexão maior com as lendas irlandesas. Na atuação, Adam Scott aparece diferente: seu personagem é depressivo e mal-educado, bem distante do inseguro de “Ruptura”.

O terror do filme é mais atmosférico do que efetivo. Há suspense constante e envolvente, mas sustos são raros. Para quem prefere um terror que não acelere o coração, “Hokum: O Pesadelo da Bruxa” é uma aposta segura. A produção oferece uma alternativa aos filmes de franquia, com clima de leitura de um bom livro que faz o espectador querer virar a página.

“Oddity – Objetos Obscuros”, também de Damian Mc Carthy, segue a mesma linha de terror com elementos sobrenaturais e locações intimistas. O filme anterior do diretor já demonstrava seu estilo de construir suspense a partir de objetos e ambientes fechados.

Nota: 3.5. A crítica é de Janda Montenegro, doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira e crítica de cinema desde 2018 nos portais CinePOP e Cabine Secreta.

Sobre o autor: Equipe de Redação

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