Quem acompanhou os primeiros jogos da Copa do Mundo de 2026 percebeu uma tendência: o predomínio de chuteiras em tons de rosa nos pés dos atletas. Lionel Messi, no entanto, optou por um caminho diferente. Ele é o único jogador de linha da Argentina com um modelo de cores distintas em campo no duelo contra a Argélia, no Kansas, pela primeira rodada do Grupo J.
O camisa 10, em sua sexta Copa do Mundo, usa a “El Último Tango”, da Adidas. A chuteira tem base branca e azul, em referência à seleção argentina, e detalhes dourados. A escolha faz Messi se destacar em meio à onda de modelos rosas adotados por boa parte dos atletas no Mundial.
Do lado argentino, além de Messi, apenas o goleiro Emiliano Martínez e o atacante Flaco López, do Palmeiras, não usam chuteira rosa. O jogador do alviverde começou a partida no banco de reservas.
Fornecedoras esportivas como Nike, Adidas, Puma, New Balance e Skechers lançaram coleções especiais para a competição com variações do rosa. A estratégia acompanha uma tendência do mercado de privilegiar cores vibrantes, que chamam mais atenção dentro de campo.
Segundo Ben Warren, fundador da BW Boots UK, empresa especializada em chuteiras raras, não é a primeira vez que marcas concorrentes seguem uma mesma linha estética. Ele destacou que, nesta Copa, a semelhança entre as tonalidades é ainda mais evidente.
Na avaliação de Odinga Nimako, da equipe global de calçados de futebol da Nike, a opção por cores chamativas busca ampliar a confiança dos atletas e aumentar a visibilidade dos produtos. O rosa também cria um contraste com o verde do gramado, facilitando a identificação tanto para o público nos estádios quanto para quem acompanha pela televisão.
A escolha das fabricantes acompanha previsões do setor de moda. Em 2024, a consultoria WGSN apontou o “Fúcsia Elétrico” como uma das cores que ganhariam destaque em 2026, influência que chegou ao futebol.
