Em 2006, o diretor David Frankel lançou “O Diabo Veste Prada”, filme baseado no livro de Lauren Weisberger. A história acompanhava Andy Sachs (Anne Hathaway), jornalista recém-formada que conseguia uma vaga na revista Runway, comandada pela temida Miranda Priestly (Meryl Streep). O longa se tornou um clássico, com participações de Emily Blunt e Stanley Tucci.
Vinte anos depois, chega a sequência “O Diabo Veste Prada 2”. A trama se passa duas décadas após o original. Andy, agora jornalista respeitada, vê seu departamento ser desmontado. Após um discurso sobre a importância da comunicação, ela é contratada em um cargo especial na Runway por Irv Ravitz (Tibor Feldman). Andy volta a trabalhar com Miranda em meio a um escândalo que ameaça a reputação da revista. Ela reencontra os antigos colegas Nigel (Tucci) e Emily (Blunt).
A sequência se apoia no conceito de sequência-legado e não se leva a sério. O diretor Frankel expande o universo da Runway, incluindo o choque intergeracional e a presença das mídias sociais. Meryl Streep oferece uma Miranda mais humanizada, sem perder a acidez. A atriz, indicada ao Oscar pelo papel em 2007, mostra uma editora-chefe que precisa “engolir sapos” para evitar o escrutínio público. A personagem não se torna mocinha, mas é retratada como vítima do corporativismo.
Anne Hathaway mantém o magnetismo de Andy, agora mais madura. Stanley Tucci retorna como Nigel, sarcástico e adorável. Emily Blunt se entrega à personalidade irruptiva de Emily. O elenco ainda conta com novas adições: Lucy Liu, Kenneth Branagh, Simone Ashley e Lady Gaga, que interpreta a si mesma em duas cenas e contribui com canções da trilha sonora, como “Runway” e “Shape of a Woman”.
“O Diabo Veste Prada 2” entrega o que promete: glamour, imponência e a dinâmica infalível do quarteto de ouro. O longa mistura nostalgia e mágica sob uma ótica modernizada. A estreia nos cinemas nacionais está marcada para 30 de abril. A nota do crítico é 4.
