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“Tron: Ares” no Disney+ decepciona nas bilheteiras com Jared Leto

Jared Leto e “Tron: Ares”: Uma Nova Aposta da Disney

Jared Leto, um dos atores mais polarizadores de Hollywood, é o protagonista do novo filme “Tron: Ares”, que estreia nesta quarta-feira (7) no Disney+. Leto é conhecido por ter recebido tanto prêmios importantes quanto críticas severas, o que atrai reações misturadas do público. Por exemplo, ele foi indicado a prêmios de melhor e pior ator coadjuvante por sua atuação em “Casa Gucci” (2021), o que demonstra sua trajetória imprevisível.

O ator, que completou 54 anos em dezembro de 2023, tem um currículo variado. Ele ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante por “Clube de Compras Dallas” (2013) e participou de produções aclamadas como “Réquiem para um Sonho” (2000) e “Blade Runner 2049” (2017). No entanto, seu papel como o Coringa em “Esquadrão Suicida” (2016) e o filme “Morbius” (2022) foram mal recebidos, resultando em críticas e até prêmios de pior ator.

Além de sua carreira controversa, Leto enfrenta acusações de má conduta sexual e é conhecido por seu comportamento excêntrico nos sets de filmagens. Apesar disso, ele é uma escolha frequente para grandes produções, como “Tron: Ares”, que teve um orçamento de cerca de 220 milhões de dólares, mas acabou se tornando um dos fracassos mais significativos de 2025, arrecadando apenas 142,2 milhões nas bilheteiras.

O Enredo de “Tron: Ares”

“Tron: Ares” é dirigido pelo norueguês Joachim Rønning, conhecido por “Malévola 2” (2019) e “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” (2017). Este filme é a terceira parte de uma franquia que começou com “Tron: Uma Odisseia Eletrônica” (1982). Na primeira parte, o engenheiro Kevin Flynn, interpretado por Jeff Bridges, descobre casos de roubo de ideias em sua empresa de tecnologia e acaba sendo transportado para um mundo digital.

Duas décadas depois, surgiu uma continuação, “Tron: O Legado” (2010), e a sequência foi adiada várias vezes até dar origem a “Tron: Ares”. Para quem não viu os filmes anteriores, um prólogo no novo filme ajuda a entender a história e as motivações dos personagens.

Na nova trama, Leto vive Ares, uma inteligência artificial que Julian Dillinger (interpretado por Evan Peters) cria para ser um supersoldado. Julian é neto do vilão do primeiro filme e dirige a Dillinger Systems, que foca em tecnologia militar. Por outro lado, Eve Kim, a atual CEO da ENCOM, é interpretada por Greta Lee. O filme apresenta Ares e outros seres cibernéticos, que têm um tempo de vida limitado de 29 minutos, o que leva Julian a buscar um “Código de Permanência” para garantir sua sobrevivência no mundo real.

A Recepção Inicial

Embora o filme tenha um grande potencial visual, com sequências de ação emocionantes, a crítica aponta que sua abordagem sobre inteligência artificial e os temas relacionados é superficial. Os primeiros momentos de ação, cercados por efeitos visuais com neon, são interessantes, mas logo perdem a capacidade de surpreender.

O que realmente se destaca é a trilha sonora, composta por Trent Reznor e Atticus Ross, da banda Nine Inch Nails, cujo trabalho é reconhecido com prêmios como o Oscar por “A Rede Social” e “Soul”. Os compositores utilizam elementos sonoros que remetem às trilhas dos filmes anteriores da franquia, criando uma experiência única que pode fazer até o espectador mais cético querer dançar.

“Tron: Ares” representa uma nova tentativa de reviver uma franquia icônica, mas sua recepção inicial indica que ele pode não se tornar um clássico como seus predecessores.

Sobre o autor: Equipe de Redação

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