O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua retórica contra Cuba. Em um evento realizado na última sexta-feira, 27 de março, em Miami, ele afirmou que a ilha “é a próxima”, fazendo referência a ações militares anteriores de seu governo na Venezuela e no Irã.
As declarações foram feitas durante um fórum de investimentos, conforme relatado pela agência de notícias Reuters. Trump exaltou o poderio militar americano e, sem dar detalhes sobre seus planos, direcionou a ameaça a Cuba.
“Eu construí esse grande exército. Eu disse: ‘Você nunca terá que usá-lo’. Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima”, disse o presidente americano.
A ilha enfrenta uma situação de vulnerabilidade. Cuba não recebe mais os carregamentos de petróleo que importava da Venezuela, após medidas de embargo impostas pelo governo dos Estados Unidos.
Nos últimos meses, o país passou por uma série de apagões. Mais de 10 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica, o que afetou serviços como hospitais e escolas.
Após enfraquecer a aliança entre Venezuela e Irã, Trump sinaliza que pode voltar sua atenção para Cuba, considerada o último bastião do socialismo no Caribe.
O cenário no Irã, também citado por Trump, segue marcado por um conflito indireto e prolongado. Episódios de tensão são recorrentes, sem uma perspectiva clara de resolução no curto prazo.
Nos bastidores, o governo americano combina pressão econômica e movimentos diplomáticos. O objetivo é forçar concessões do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
Por sua vez, o líder cubano rejeita negociar sob coerção. Paralelamente, busca alternativas para evitar uma possível invasão militar por parte dos Estados Unidos.
A estratégia de Trump parece ser de pressão contínua, e não de uma resolução imediata dos conflitos. As declarações recentes reforçam essa escalada retórica contra nações consideradas rivais.
