O filme “A Múmia 4”, que marca o retorno de Brendan Fraser e Rachel Weisz, virou alvo de uma polêmica no Reino Unido. A Autoridade de Padrões de Publicidade do país (ASA) mandou retirar os cartazes do longa do metrô de Londres e de outros locais públicos. O motivo foi a classificação das peças como “angustiantes” pelo órgão regulador.
De acordo com informações da Variety, a ASA entendeu que os pôsteres descumpriram as regras locais por mostrar uma imagem que passava “uma impressão realista de uma criança morta”. O órgão recebeu 30 reclamações, vindas principalmente de passageiros que disseram ter se sentido incomodados com o material, tanto para crianças quanto para adultos.
As peças exibiam o rosto de uma figura feminina mumificada, com pele acinzentada, lábios rachados, um olho parcialmente aberto e o corpo coberto por tecidos com hieróglifos. Como os cartazes estavam em áreas de grande circulação, como estações de metrô e regiões próximas a creches, o regulador avaliou que eles feriam os artigos 1.3 e 4.2 do Código CAP, por poderem causar medo em crianças pequenas.
A Warner Bros. tentou se defender dizendo que a expressão neutra da figura e a ausência de amarras buscavam diminuir o impacto visual. O estúdio também lembrou que tem como norma não colocar anúncios desse tipo a menos de 100 metros de escolas, mas a regra não vale para creches. Mesmo com a proibição dos cartazes de rua, a ASA liberou a exibição dos comerciais do filme na televisão e no Prime Video.
O longa, dirigido por Lee Cronin, é o novo capítulo da franquia A Múmia. Ele estreou nos cinemas do Reino Unido em 17 de abril e já acumula US$ 2,9 milhões em bilheteria no país.
