O filme ‘Marsupilami: Confusão a Bordo’, que já está em cartaz nos cinemas brasileiros, apresenta um bichano amarelado que lembra um Pokémon ou Digimon, dependendo da referência de cada um. A produção, que à primeira vista parece uma típica diversão de férias no estilo Sessão da Tarde, surpreende ao misturar elementos infantis com situações de humor adulto.
Na trama, David, interpretado por Philippe Lacheau, é um funcionário de um zoológico de prestígio. Após voltar bêbado de uma festa, ele vai parar no trabalho e acaba abrindo várias porteiras de contenção. No dia seguinte, a cidade amanhece com diversos animais silvestres soltos. Como punição, o chefe do local, vivido por Jean Reno, o obriga a viajar até a América do Sul para buscar um objeto, com a condição de não abrir o embrulho. A missão coincide com o aniversário do filho de David, que decide levar a ex-esposa Tess, interpretada por Élodie Fontan, e o menino na viagem.
A situação foge do controle quando a carga passa a ser procurada por várias pessoas e se revela um marsupilami, descrito como o animal mais raro das Américas. O longa é inspirado no desenho homônimo dos anos 1990 e nos quadrinhos do artista belga André Franquin.
A produção começa com uma inocência infantil, mas logo insere piadas e cenas com teor mais adulto, o que pode chocar e divertir ao mesmo tempo. O espectador fica em dúvida sobre a faixa etária do filme, já que o animal protagonista participa de momentos fofos com a criança, mas também se envolve em situações com comportamento adulto, incluindo sinais de embriaguez.
O cenário é uma América Latina fictícia e caricata, que lembra a Colômbia, com um tratamento paternalista dos personagens locais em prol do riso. A dublagem brasileira se destaca com boas adaptações de texto, incluindo trocadilhos com os nomes dos personagens. O filme é avaliado como bem realizado, com elenco conhecido e uma história incorreta, entregando o que o título promete e indo além do que aparenta.
