O documentário “Nem Tudo é Paz e Amor”, dirigido por Betão Aguiar, chega aos cinemas brasileiros em 27 de agosto de 2026. A produção tem distribuição da Pandora Filmes e duração de 88 minutos. O elenco conta com Moreno Veloso, Nara Gil e Sarah Sheeva.
A trama se passa durante os anos 1970, quando a Tropicália, os Novos Baianos e a contracultura transformavam o cenário cultural do Brasil em meio à ditadura militar. O filme mostra a perspectiva dos filhos desse movimento, que observavam de perto a liberdade, a psicodelia e as rupturas da época. A obra busca fugir da nostalgia comum em produções do gênero, usando música e ironia como ferramentas para tratar dos traumas e das experiências de crescer em meio a revoluções artísticas e comportamentais.
Origem e produção
A ideia inicial do projeto partiu de Jasmin Pinho, amiga de adolescência do diretor, que faleceu em 2020. Este é o segundo longa-metragem de Betão Aguiar, que estreou em 2020 com “Samba de Santo – Resistência Afro-Baiana”. Sobre a nova obra, o diretor afirmou que cresceu em uma família alternativa de forte vocação hippie e que essa criação foi determinante para sua visão de mundo. Para ele, o filme funciona como uma conversa aberta sobre uma história que pertence a muitas pessoas que viveram esse período.
O longa foi realizado com recursos da Ancine, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e do BRDE. Betão Aguiar assina também a produção executiva ao lado de Minom Pinho. A produção é uma parceria entre as produtoras Casa Redonda e Zapipa Produções.
