A cinebiografia ‘Michael’, que narra a trajetória do Rei do Pop, já está em cartaz nos cinemas nacionais. Um dos pontos altos da produção é o retrato da conexão de Michael Jackson com o mundo animal, com foco especial em Bubbles, o chimpanzé que se tornou sua companhia mais icônica.
De acordo com a revista Variety, o diretor Antoine Fuqua optou por não utilizar animais reais no set. Bubbles, assim como a lhama, a girafa e a píton que aparecem no longa, foram recriados inteiramente por meio de CGI.
Em comunicado oficial divulgado pela PETA, a Lionsgate afirmou que manteve um diálogo contínuo com a organização sobre a representação do primata. “Tivemos um diálogo construtivo contínuo com a PETA sobre a retratação de Bubbles, o chimpanzé, como animal de estimação. Essa representação é baseada em fatos históricos e não pretende endossar a prática de manter chimpanzés como animais de estimação. Bubbles é retratado no filme com tecnologia CGI, enquanto o verdadeiro Bubbles vive uma vida tranquila no santuário Center for Great Apes há mais de 20 anos”, diz o comunicado.
Resgatado por Jackson nos anos 1980 de um centro de pesquisas no Texas, Bubbles tornou-se uma figura midiática constante. O chimpanzé acompanhou o cantor em turnês mundiais e em eventos sociais inusitados, como o casamento do advogado John Branca e uma visita diplomática ao Japão, em 1987, onde “tomou chá” com autoridades locais. No rancho Neverland, o animal chegava a dormir em um berço no quarto do artista. Contudo, ao atingir a maturidade e tornar-se mais agressivo, um comportamento natural da espécie, ele foi enviado a um treinador e, posteriormente, para o Center for Great Apes, em Wauchula, na Flórida, onde reside desde 2005.
Lauren Thomasson, diretora da PETA, elogiou a decisão da produtora de abdicar de animais vivos nas filmagens. “Hoje sabemos muito mais sobre o que chimpanzés e macacos precisam para prosperar, incluindo liberdade e a companhia de outros da mesma espécie, tornando sets de filmagem e casas humanas ambientes inadequados para seu bem-estar. A PETA elogia a decisão da Lionsgate de não usar animais reais e incentiva o público a nunca comprar primatas de criadores nem mantê-los como animais de estimação”.
Atualmente com 43 anos, Bubbles é considerado um primata idoso. Patti Ragan, fundadora do santuário onde ele vive, revelou que o espólio de Michael Jackson continua financiando integralmente os cuidados do animal. “Ele é um sujeito muito doce, muito doce. As pessoas ainda o imaginam como aquele bebê fofo de rosto rosado que Michael carregava por aí. Mas agora ele é um grandão, com cerca de 77 quilos. Ele vive com um grupo de cinco chimpanzés, e estamos introduzindo alguns jovens nesse grupo neste momento. Bubbles ajudou a criar dois filhotes quando chegou aqui”, disse Ragan.
Dirigido por Antoine Fuqua, o filme propõe um retrato cinematográfico profundo sobre a vida e o legado de Michael Jackson. A trama vai além dos palcos, acompanhando a jornada do artista desde a descoberta de seu talento precoce como líder dos Jackson Five até sua transformação em um visionário global. O roteiro, assinado por John Logan, oferece ao público uma visão da vida de Michael fora dos holofotes, alternando com as performances mais emblemáticas do início de sua fase solo.
A cinebiografia marca a estreia de Jaafar Jackson no cinema, assumindo o papel de seu tio. O elenco principal conta com Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller, Laura Harrier e Juliano Krue Valdi. A produção executiva está sob o comando de Graham King, em parceria com John Branca e John McClain.
