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O Segredo de Widow’s Bay já é a melhor série do ano

O Segredo de Widow's Bay já é a melhor série do ano

Os dois primeiros episódios de “O Segredo de Widow’s Bay” já estão disponíveis para análise. A série se insere em um tropo conhecido de histórias de suspense e terror: a escolha de uma pequena cidade insular ou interiorana como cenário. Esse recurso dá à trama um caráter fabulesco e quase onírico. Exemplos anteriores incluem Derry em “IT: A Coisa”, Crockett Island em “Missa da Meia-Noite” e a cidade-título de “Castle Rock”.

Desta vez, a história se passa no litoral da Nova Inglaterra. O prefeito Tom Loftis, interpretado por Matthew Rhys, se recusa a acreditar nas superstições dos moradores. Eles afirmam que a ilha é amaldiçoada. Tom quer investir no turismo de Widow’s Bay para colocar a comunidade de volta no mapa. Para isso, convida um repórter do New York Times para escrever um artigo sobre os pontos turísticos.

Enquanto tenta convencer o jornalista, Tom se vê no centro de acontecimentos misteriosos. Um terremoto inesperado corta a luz de várias casas. Uma neblina misteriosa toma conta da ilha. Esses eventos podem estar ligados ao desaparecimento de um homem. Isso aumenta as suspeitas de que algo está errado. Tom insiste que não há o que temer, nem mesmo com os avisos de Wick (Stephen Root), um dos maiores crédulos da maldição. No fundo, Tom sabe que nem tudo é o que parece.

A criadora Katie Dippold faz um bom trabalho ao apresentar os núcleos da narrativa e tornar Tom uma figura complexa. Ela também não demora a explorar a mitologia da série. Widow’s Bay é palco de uma sequência bizarra de tragédias que datam de séculos atrás, incluindo canibalismo, caça às bruxas e um serial killer. Aos poucos, a ilha desperta para uma espécie de vingança.

Dippold trabalha com o diretor Hiro Murai e a roteirista Kelly Galuska. Eles acrescentam doses de comédia ácida que tratam da relação entre o indivíduo e o misticismo como explicação para o inexplicável. A abordagem usa o sarcasmo para envolver o público. Tom mergulha em uma espiral de loucura à medida que mais segredos vêm à tona.

A atuação de Matthew Rhys é magnética, com doses cômicas e dramáticas na medida certa. O elenco também inclui Kevin Carroll como Bechir, o xerife local; Kate O’Flynn como Patricia, assistente pessoal de Tom; e Kingston Rumi Southwick como Evan, filho de Tom. Murai usa uma estilização quase maximizada que funciona dentro do escopo da série. Os diálogos incisivos deixam a trama mais suculenta.

“O Segredo de Widow’s Bay” já desponta como uma das melhores séries do ano. O próximo episódio vai ao ar em 6 de maio. A nota atribuída é 4.5.

Sobre o autor: Equipe de Redação

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