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Peaky Blinders homenageia Sam Neill: ‘Eternamente gratos

Peaky Blinders homenageia Sam Neill: 'Eternamente gratos

A equipe e o elenco da série “Peaky Blinders” prestaram homenagens a Sam Neill após a morte do ator, aos 78 anos. Nas redes sociais, os produtores da série disseram estar “devastados” com a perda.

De acordo com o Deadline, a produção emitiu um comunicado oficial. “Estamos devastados ao saber que Sam Neill faleceu. A interpretação de Sam como Chester Campbell é inesquecível. Um vilão desprezível, mesquinho e manipulador, mas também carismático, vulnerável, engraçado e extremamente fascinante de assistir. Sam foi uma das forças fundamentais que fizeram Peaky Blinders decolar desde o início, e por isso seremos eternamente gratos. Nosso amor e nossos pensamentos estão com sua família”, escreveram.

Diversos atores que trabalharam com Sam Neill em “Peaky Blinders” também usaram as redes sociais para se despedir. O ator Joe Cole, que interpretou John Shelby, escreveu: “Descanse em paz, grandão”. Já Finn Cole, que viveu Michael Gray, prestou sua homenagem: “Descanse em paz, Sam”.

A notícia da morte do ator foi confirmada por meio de uma publicação no perfil oficial de Sam Neill no Instagram. Segundo o comunicado divulgado pela família, Neill faleceu cercado por seus familiares e “com a dignidade que caracterizou toda a sua vida”. A nota informa que sua morte foi repentina e inesperada, embora o ator estivesse livre do câncer, e agradece à equipe médica do St. Vincent’s Private Hospital pelos cuidados prestados.

Em março de 2023, Sam Neill revelou que havia sido diagnosticado com um linfoma angioimunoblástico de células T no ano anterior. Na época, ele passou por tratamento e, posteriormente, anunciou estar em remissão. Em entrevistas, o ator afirmou que não temia a morte, mas lamentava a possibilidade de não realizar todos os projetos que ainda tinha em mente.

Um dos grandes nomes do cinema

Nascido em 14 de setembro de 1947, na Irlanda do Norte, Nigel John Dermot Neill mudou-se ainda criança para a Nova Zelândia. Foi lá que iniciou sua trajetória artística, tornando-se um dos maiores representantes do cinema neozelandês e australiano.

Sua carreira ganhou reconhecimento internacional com “Força Selvagem” (1977), um dos primeiros filmes da Nova Zelândia a ter distribuição mundial. Pouco depois, estrelou “As Quatro Irmãs” (1979), ao lado de Judy Davis.

Na década de 1980, Neill atuou em filmes de horror como “A Profecia III – O Conflito Final” (1981) e “Possessão” (1981), ao lado de Isabelle Adjani. Também recebeu sua primeira indicação ao Globo de Ouro por interpretar o protagonista da minissérie “Reilly: O Maior dos Espiões” (1983).

Em 1993, Sam Neill consolidou seu lugar no cinema ao viver o paleontólogo Dr. Alan Grant em “Jurassic Park”, dirigido por Steven Spielberg. O filme tornou-se um fenômeno mundial. O ator retornou ao papel em “Jurassic Park III” (2001) e “Jurassic World: Domínio” (2022).

Ainda em 1993, Neill recebeu elogios por sua atuação em “O Piano”, dirigido por Jane Campion, que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e venceu três Oscars. Ao longo de quase cinco décadas, ele atuou em produções como “Caçada ao Outubro Vermelho” (1990), “Enigma do Horizonte” (1997), “O Homem Bicentenário” (1999) e “Thor: Ragnarok” (2017). Seus últimos trabalhos foram nos longas “The Last Resort” e “Godzilla x Kong: Supernova”, ambos previstos para lançamento em 2027. Sam Neill deixa filhos, familiares e amigos.

Sobre o autor: Equipe de Redação

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