O ator Tom Hanks, conhecido por dar voz ao caubói Woody na franquia ‘Toy Story’, se posicionou contra a criação de uma categoria exclusiva para dublagem no Oscar. Em declaração à Variety, Hanks afirmou que os profissionais da voz deveriam concorrer nas categorias principais de atuação.
“Acho que eles já têm categorias suficientes. A verdade é que um dublador pode vencer o prêmio de Melhor Ator”, disse o ator. Ele defendeu que o impacto emocional da performance deve ser o critério principal, independentemente da presença física do ator na tela.
Hanks, que venceu o Oscar de Melhor Ator por ‘Filadélfia’ (1993) e ‘Forrest Gump: O Contador de Histórias’ (1994), citou o exemplo de Andy Serkis como alguém que fornece “todo o material bruto para a performance” mesmo sem aparecer como ele mesmo. “Se as pessoas foram emocionadas, isso significa que foram tocadas pela atuação de um ser humano. Esse é o único requisito”, acrescentou.
Apesar da opinião do ator, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nunca indicou uma atuação exclusivamente vocal em suas categorias de interpretação. Um caso recente foi o de Scarlett Johansson, que teve forte campanha por sua voz no filme ‘Ela’ (Her), mas a produção levou apenas o Oscar de Melhor Roteiro Original.
Enquanto o debate continua, Tom Hanks se prepara para reprisar o papel de Woody em ‘Toy Story 5’, que estreia nos cinemas brasileiros em 18 de junho. Na nova aventura, Jessie ganha destaque ao lado de Woody e Buzz. A trama aborda o desafio dos brinquedos de reconquistar a atenção das crianças em meio à dominância da tecnologia.
A animação deve arrecadar US$ 150 milhões nos Estados Unidos. A atriz Maisa dublará Lilypad, um smart tablet em formato de sapo que se torna o brinquedo favorito de Bonnie. No áudio original, a personagem é dublada por Greta Lee. Rafael Infante dará voz ao Amigo Rolinho, um dispositivo de treinamento de troninho, dublado no original por Conan O’Brien.
A produção conta com as vozes de Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Greta Lee, Blake Clark, Ernie Hudson e Conan O’Brien. A direção é de Andrew Stanton e McKenna Harris.
