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Zico critica conta de artilheiros: ‘Sou único

Zico demonstrou indignação ao criticar a contagem de artilheiros do novo Maracanã e a existência da Recopa Sul-Americana. O ídolo rubro-negro falou sobre o assunto durante uma participação no podcast Basticast nesta quinta-feira.

Zico foi direto ao questionar a estatística. — Por que que tem lá o artilheiro do novo Maracanã? Artilheiro do novo Maracanã, o ca*e. Artilheiro só tem um, sou eu, acabou. Não tem que ter mais, disse ele.

O ex-jogador argumentou que o estádio continua sendo o mesmo, apesar das reformas. — Maracanã mudou de lugar? Por que que chamam de Novo Maracanã? Por que mudou a arquibancada? Mudou a cadeira? Maracanã é o mesmo, está lá. Ninguém vai conseguir tirar dali, afirmou Zico.

Para ele, essa prática é um problema. — E ficam alimentando para acabar com a gente, acabar com o nosso passado. Esse é um grande problema do Brasil, completou o ídolo.

Na contagem atual do Novo Maracanã, o artilheiro é o atacante Pedro, também do Flamengo, com 111 gols. Na lista histórica geral, que inclui o estádio antes da reforma, Pedro aparece em quinto lugar.

Os maiores artilheiros no Maracanã são Zico, com 319 gols como profissional e 334 contando a base, Roberto Dinamite com 201, Romário com 190 e Doval com 112 gols.

Além da questão dos artilheiros, Zico também contestou a validade da Recopa Sul-Americana. Ele questionou o prestígio dado ao vencedor de uma competição que enfrenta o campeão da Libertadores.

— Taça Guanabara, que era um campeonato difícil para “burro”, que você jogava com o Flamengo, com o Botafogo, com o Fluminense, mais de cem mil pessoas lá no Maracanã, hoje não vale nada. Não conta como título, comparou Zico.

Ele continuou sua crítica. — Aí, um jogo em que você joga, um jogo só, numa p de uma Recopa, Supercopa, contra o último colocado que ganhou uma vaga na Sul-Americana, vai e ganha do que ganhou a Libertadores. “Ah, é Recopa, vamos lá, é Copa”, disse.

Zico mencionou o caso do Lanús. — P**, o que que o Lanús ganhou? Tantos outros que ganharam aí, pô, mas aí vai jogar com o Flamengo que ganhou Libertadores. Ganhou a Copa do Brasil, ganhou o Brasileiro, ótimo, tem uma Supercopa. Faz sentido, argumentou.

O ex-craque finalizou seu ponto sobre a competição. — Aí, bota na cabeça do torcedor que isso é um título, que isso é uma grande competição, pelo amor de Deus, concluiu Zico.

Na última edição da Recopa Sul-Americana, o Flamengo foi derrotado pelo Lanús. O time argentino venceu por 1 a 0 no jogo de ida e por 3 a 2 na partida de volta, disputada no Maracanã.

A reclamação de Zico reflete uma discussão mais ampla sobre a valorização de títulos e estatísticas no futebol moderno. Muitos torcedores e ex-jogadores compartilham a visão de que competições antigas perderam espaço e que a história não deve ser recontada.

O debate sobre a contagem de gols por estádio não é novo. Reformas e modernizações em arenas históricas sempre levantam a questão de como manter viva a memória dos feitos do passado. O Maracanã, por sua importância, torna essa discussão ainda mais relevante para os amantes do futebol.

Sobre o autor: Equipe de Redação

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