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Audrey Hepburn recusou papel de Anne Frank por trauma da guerra

Audrey Hepburn recusou papel de Anne Frank por trauma da guerra

A atriz Audrey Hepburn recusou o papel de Anne Frank na adaptação cinematográfica de O Diário de Anne Frank (1959) por causa dos traumas vividos durante a Segunda Guerra Mundial. A informação está no livro Intimate Audrey: An Authorized Biography, escrito por seu filho, Sean Hepburn Ferrer, em parceria com Wendy Holden.

Segundo a Entertainment Weekly, a obra conta que Hepburn morou na Holanda durante a ocupação nazista. Na adolescência, a atriz passou fome extrema e viu pessoas próximas desaparecerem. A conexão com o texto de Anne Frank era pessoal e dolorosa. A própria Hepburn relatou ao filho que se identificava com a jovem, que também perdeu a liberdade e viveu isolada. Ela citou o fuzilamento de reféns inocentes, incluindo seu tio Otto, como uma das passagens que a faziam reviver o passado.

Após o sucesso de A Princesa e o Plebeu e Sabrina, o diretor George Stevens e a 20th Century Fox queriam Hepburn no papel. Mas ela ficou abalada ao reler o diário para avaliar a proposta. Os autores da biografia afirmam que as memórias a deixaram em estado de histeria e reativaram pesadelos da guerra, o que a levou a recusar o papel de vez.

Com a recusa, Millie Perkins assumiu o papel no filme de 1959, que recebeu oito indicações ao Oscar e venceu três prêmios. Mesmo fora do projeto, a obra de Anne Frank acompanhou a vida de Hepburn. Em 1946, aos 17 anos, ela recebeu a primeira versão do livro, que ainda se chamava The Secret Annex, antes da publicação oficial em 1947.

Hepburn seguiu com uma carreira de destaque em filmes como Bonequinha de Luxo (1961) e Minha Bela Dama (1964). Depois, dedicou-se ao trabalho como embaixadora da boa vontade da UNICEF. Em viagens humanitárias, costumava citar trechos do diário de Anne Frank. Na biografia, Sean Ferrer resgata uma fala da mãe sobre o período: a guerra lhe deu um conhecimento profundo do sofrimento humano, e as coisas que viu durante a ocupação a tornaram realista em relação à vida. Audrey Hepburn morreu em 1993, aos 63 anos.

Sobre o autor: Equipe de Redação

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