O cinema brasileiro voltou a ganhar destaque no Festival de Cannes. O curta Laser-Gato (Laser-Cat), dirigido pelo brasileiro Lucas Acher e estrelado por Gilda Nomacce e Gabriel Brennecke, conquistou o Primeiro Prêmio da La Cinef, mostra dedicada a filmes produzidos por escolas de cinema dentro do festival francês. A cerimônia aconteceu nesta quinta-feira (21), durante a 29ª edição da mostra.
A competição reuniu 19 produções estudantis escolhidas entre 2.747 inscrições de 662 escolas de cinema ao redor do mundo. Rodado em São Paulo e inscrito pela Universidade de Nova York, o terror experimental foi o único filme brasileiro selecionado para disputar a categoria estudantil deste ano e acabou levando o principal prêmio, além de uma premiação em dinheiro de 15 mil euros.
Laser-Gato acompanha uma noite caótica em São Paulo após um jovem apontar um laser para a janela do prédio vizinho e atrair a atenção de um gato. A partir desse momento, a cidade mergulha em uma sequência de acontecimentos estranhos, perigosos e violentos pelas ruas paulistanas.
Em entrevista antes da premiação, Lucas Acher disse que seu maior desejo era aproximar o curta do público brasileiro. Agora, com a vitória em Cannes, o filme deve chegar ao circuito nacional carregando o selo de um dos prêmios mais importantes do cinema estudantil mundial. A conquista reforça o momento de valorização do cinema de gênero brasileiro, especialmente produções independentes que misturam horror, experimentação e crítica urbana.
A edição deste ano da La Cinef teve como júri a diretora espanhola Carla Simón, ao lado de Ali Asgari, Salim Kechiouche, Ji-Min Park e Magnus von Horn. Os filmes vencedores da mostra serão exibidos novamente em Paris no dia 2 de junho, no Cinéma du Panthéon.
O Segundo Prêmio ficou com Silent Voices, dirigido por Nadine Misong Jin, da Columbia University. O Terceiro Prêmio teve um empate entre Aldrig Nok (Nunca é Suficiente), de Julius Lagoutte Larsen, da La Fémis, e Growing Stones, Flying Papers, dirigido por Roozbeh Gezerseh e Soraya Shamsi, da Filmuniversität Babelsberg Konrad Wolf.
