A atriz Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar, respondeu às críticas racistas que recebeu após ser escalada para o filme “A Odisseia”, de Christopher Nolan. Ela interpretará Helena de Troia e Clitemnestra na adaptação do poema épico de Homero.
Em entrevista à revista Elle, Nyong’o afirmou que não vai perder tempo se defendendo dos haters. “Esta é uma história mitológica. Apoio muito a intenção de Chris e a versão da história que ele está contando. Nosso elenco é representativo do mundo. Não vou gastar meu tempo pensando em uma defesa. As críticas existirão, quer eu responda ou não”, disse a atriz.
Ela também comentou sobre a grandiosidade do projeto. “É algo extraordinário fazer parte de ‘A Odisseia’, porque é grandioso. Abrange mundos. É por isso que o elenco é o que é. Estamos ocupando a narrativa épica do nosso tempo”, acrescentou.
Pessoas como Elon Musk e Matt Walsh criticaram a escalação da atriz como “o rosto que lançou mil navios”. Sobre a personagem, Nyong’o disse que quer ir além da beleza. “Não dá para performar beleza. Eu quero saber quem é a personagem. O que está além da beleza? O que está além da aparência?”, questionou.
Extremistas também criticaram a escalação do ator trans Elliot Page e do rapper Travis Scott para o elenco.
“A Odisseia” é um dos lançamentos mais aguardados do ano. O filme tem orçamento de US$ 250 milhões e adapta o conto de Homero. A produção reúne um grande elenco de estrelas e é a primeira filmada inteiramente com câmeras IMAX de 70 mm na carreira de Nolan.
O longa chega aos cinemas brasileiros em 16 de julho. A produtora Emma Thomas garantiu que o filme terá menos de três horas de duração.
A trama acompanha o guerreiro grego Odisseu, interpretado por Matt Damon, em sua jornada de volta para casa após a Guerra de Tróia. Ele enfrenta criaturas míticas e deuses enquanto sua esposa Penélope o aguarda.
O elenco conta ainda com Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Zendaya, Charlize Theron, Jon Bernthal, John Leguizamo, Himesh Patel, Bill Irwin e Samantha Morton.
