O diretor Antoine Fuqua, responsável pela cinebiografia “Michael”, afirmou que tem interesse em dirigir uma possível sequência do filme. Em entrevista ao portal Deadline, ele disse que “com certeza” existe material para uma continuação. O longa atual termina em 1988, ano do lançamento do álbum “Bad” e do auge da turnê mundial de Michael Jackson.
Fuqua explicou que a produção avançou além desse período e chegou a filmar cenas sobre as primeiras denúncias contra o cantor. No entanto, essas sequências foram retiradas da versão final por questões jurídicas. Segundo fontes da produção, os advogados do espólio de Jackson identificaram uma cláusula em um acordo com Jordan Chandler, um dos acusadores, que proíbe qualquer menção ou representação dele em filmes. A equipe de edição teve que reajustar o desfecho.
O chefe da Lionsgate confirmou que muita coisa ficou de fora e pode ser usada em uma sequência. Fuqua demonstrou forte apego ao projeto e disse: “Eu gostaria muito. Depende de agenda, mas sinceramente, me mataria ver outra pessoa fazendo isso”. O estúdio ainda não oficializou a continuação, mas o desempenho financeiro do filme e o material já gravado tornam a sequência uma possibilidade real.
“Michael” está em cartaz nos cinemas brasileiros. O filme é dirigido por Fuqua, com roteiro de John Logan e estreia de Jaafar Jackson no papel do tio. O elenco inclui Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller, Laura Harrier e Juliano Krue Valdi. A produção executiva é de Graham King, vencedor do Oscar por “Bohemian Rhapsody”, em parceria com John Branca e John McClain.
Em outra ocasião, Fuqua também comentou sobre a possibilidade de dirigir uma cinebiografia de Janet Jackson. O diretor não deu detalhes, mas disse que o tema pode ser explorado no futuro. Até o momento, não há confirmação de um projeto focado na cantora.
